Entre restaurantes, bares e boas caminhadas, Daniel Sozzo, influenciador de gastronomia e lifestyle, enxerga o Jardins como um bairro que dispensa roteiro. Para ele, basta ir: a variedade, a qualidade e a mistura entre o clássico e o novo fazem o resto.

Alguns endereços, inclusive, vão além da recomendação e entram no campo da memória. O Lellis Trattoria é um deles, presente há anos na sua história. Esse olhar mais afetivo também aparece nas suas escolhas por restaurantes como Tatini e Santo Colomba, onde o clássico funciona sem esforço: serviço preciso, ambiente tradicional e uma cozinha que não precisa se reinventar para ser boa. Para pizza, ele não hesita, a Veridiana segue como sua escolha natural.

Ao mesmo tempo, Sozzo também abre espaço para variar. O Barú Marisquería entra como uma quebra bem-vinda do óbvio, com uma proposta mais leve, criativa e focada em frutos do mar. No meio do dia, entre um compromisso e outro, o Sensory Coffee Roasters aparece quase automaticamente na sua rotina, uma parada rápida que raramente se limita ao café.

Encontrar um “achado” no Jardins não é tão simples assim, e isso, na visão dele, diz muito sobre o bairro. O que é bom logo se espalha. Ainda assim, alguns lugares conseguem escapar do radar mais imediato e entram no seu repertório, como o Il Covo, pequeno, discreto e feito para ir sem pressa, com mais espaço para conversa do que movimento. Já o FAME Osteria segue por outro caminho, com poucas mesas e uma experiência mais desenhada, ideal para quando ele busca algo mais especial.

Quando o assunto é comida, suas escolhas se resolvem sem esforço: as massas do Tatini, uma carne bem executada no Figueira Rubaiyat, um omakase no Sushi Vaz ou, quando a ideia é não economizar, o Dinho’s resolve sem erro.

Fora da mesa, Daniel prefere viver o Jardins sem pressa. A Avenida Paulista, principalmente aos domingos, costuma ser seu ponto de partida, movimentada e diversa, com um clima que mistura tudo ao mesmo tempo. Dali, ele segue sem muita regra, passando pelo MASP, pela Rua Oscar Freire ou até subindo para a Rua Augusta. No meio do caminho, o Conjunto Nacional vira uma pausa natural: um café, algum tempo para observar a cidade e, então, seguir noite adentro, muitas vezes no Blue Note São Paulo.

No fim do dia, para Sozzo, o Jardins não é sobre descobrir algo escondido,  é sobre saber escolher, voltar aos lugares certos e entender o tempo do bairro.