Quando o v3rso começou a tomar forma, a ideia não era simplesmente preencher os espaços com objetos bonitos. Muitas das peças foram escolhidas a partir das histórias que elas poderiam trazer para dentro do hotel.

As cerâmicas são um bom exemplo disso. O v3rso trabalhou com uma pequena produtora local, que desenvolveu itens especialmente para o projeto. Isso fez com que as peças já nascessem pensando no espaço, no uso e na identidade do hotel.

Com os kimonos, o caminho foi outro. Eles são produzidos por um ateliê da Liberdade e seguem o modelo tradicional japonês. A escolha veio justamente dessa vontade de trazer para a experiência do hóspede uma peça com referência real, feita por quem conhece essa tradição de perto.

Em outros itens, a história começa pelo material. A bolsa de piscina, os porta-copos e os jogos americanos foram desenvolvidos com a EcoSimple, marca brasileira que trabalha com tecidos produzidos a partir de materiais reciclados, como algodão reaproveitado e garrafas PET. 

Até os jogos disponíveis nos quartos para os hóspedes usarem carregam uma história que vai além da própria peça. O jogo de equilíbrio nasceu de um processo bem mais manual. Produzido pela Oficina Urutau, ele é feito com madeiras nobres certificadas e também com materiais reaproveitados de outras produções da própria oficina. Depois, cada peça é lixada à mão, uma a uma.

São escolhas diferentes, feitas com fornecedores diferentes e por motivos diferentes. E é justamente isso que torna esse conjunto interessante: cada objeto chega ao v3rso por um caminho próprio.

No fim, entender de onde essas peças vêm também ajuda a entender um pouco melhor como o hotel foi construído, não a partir de uma única ideia, mas de várias escolhas feitas ao longo do caminho.