O v3rso nasceu de uma pergunta que começa a aparecer com frequência no universo da hotelaria de luxo: ainda faz sentido pensar conforto e sofisticação desconectados da forma como um hotel consome energia, ocupa a cidade ou escolhe seus materiais?
A resposta da nova marca do Grupo Emiliano foi transformar sustentabilidade em estrutura, e não em discurso decorativo de lobby.
No edifício da Alameda Santos, nos Jardins, a preocupação ambiental aparece primeiro de maneira silenciosa. Os brises móveis da fachada filtram a luz ao longo do dia e ajudam a controlar a temperatura dos ambientes, reduzindo a necessidade de ar-condicionado. O paisagismo privilegia espécies nativas e o sistema de reúso de águas pluviais abastece a irrigação das áreas verdes, numa lógica mais próxima do equilíbrio do que do excesso.
Mas talvez a parte mais invisível seja também a mais contemporânea. Em vez de operar por meio de estruturas digitais convencionais, o v3rso nasceu inteiramente na nuvem, em parceria com o Google Cloud. É o chamado modelo de green cloud, que reduz significativamente o consumo energético e a emissão de carbono de operações digitais — hoje tão essenciais para um hotel quanto lençóis ou água quente.
Existe algo simbólico nisso. Durante décadas, a hotelaria de luxo construiu sua imagem a partir da ideia de abundância: espaços grandiosos, consumo silencioso, conforto sem rastros aparentes. O v3rso nasce interessado em outro caminho, onde tecnologia, design e responsabilidade ambiental convivem sem precisar transformar sustentabilidade em espetáculo.
Talvez porque o hóspede contemporâneo também tenha mudado. Hoje, grande parte dos viajantes quer saber não apenas como é o quarto, mas como aquele lugar existe no mundo.
No v3rso, sustentabilidade aparece justamente assim: menos como um selo e mais como uma atmosfera. Está nos bastidores da operação, na arquitetura, nos materiais e na tentativa de criar uma experiência de luxo que pareça mais leve, inclusive para a cidade.