Antes, o que havia eram telhados. E só. Por ali se escondia a infraestrutura  de caixas d’água, elétrica e mais tarde maquinário de elevadores e ar condicionado. Quase um espaço técnico, eventualmente vazada aqui e ali por uma claraboia para emprestar um pouco de luz às partes internas de uma escadaria, ou de áreas de serviço por exemplo. 

Em algum momento, a construção civil evoluiu para o modelo que criava lajes abertas e espaçosas, o que logo foi entendido como uma boa oportunidade de usar aquilo tudo para apartamentos mais caros, com vista, área externa e lá no alto. 

As penthouses fizeram sentido por muito tempo e até por conta de suas características de exclusividade e escassez de oferta, há imóveis desse  estilo entre os mais caros do mundo, incluindo aí mansões, vilas e até  castelos. No Brasil, eram as disputadas coberturas. Ainda são. 

Mas foi só mais recentemente, junto com o banimento de cigarros em ambiente fechados, que as áreas externas ganharam mesmo força. Fora os cafés franceses que são assim desde 1700, independente da estação do  ano, quem não tinha mesinha na calçada, no verão dava um jeito e expandia  para fora na rua, para dentro no jardim e agora, no caso dos rooftops, para o alto, na cobertura. 

Entre os melhores rooftops do mundo há muitos, impressionantes e  panorâmicos de Los Angeles a Phuket, de Paris a Abu Dhabi, de Bangkok a Sydney. Na esmagadora maioria das vezes pertencem a hotéis de luxo. O que pode ser pouco democrático. A não ser nos observatórios turísticos, grandes monumentos e torre de igrejas, dificilmente a experiência visual de um rooftop está disponível para pessoas comuns. O que dirá a experiência social, gastronômica ou de lazer. 

Por isso precisamos de mais espaços incríveis, múltiplos e diversos nos topos dos prédios. Porque viver numa cidade, significa também poder conhecê-la por todos os ângulos possíveis. Rooftops são lugares para lembrar, e porque não, celebrar o porquê de escolhermos as cidades que visitamos, trabalhamos ou moramos.